"TUDO O QUE CONHECES E DESEJAS CONHECER JÁ ERA CONHECIDO PELOS MORTOS
- OU É CONHECIDO POR ELES. SOMOS ENFRAQUECIDOS POR ISTO?" H. Barker

15 janeiro 2013

08 janeiro 2013


GASPAR
a partir de "Kaspar" de Peter Handke

17 a 20 de Janeiro de 2013
Teatro Helena Sá e Costa
Porto


07 janeiro 2013

GASPAR
a partir de "Kaspar" de Peter Handke

17 a 20 de Janeiro de 2013
Teatro Helena Sá e Costa
Porto



19 dezembro 2012

09 dezembro 2012


04 dezembro 2012

INSULTO AO PÚBLICO
de Peter Handke
Leitura orientada por Tiago Correia

22h
15 Dezembro
Café Progresso 1949
preço: 3€

Esta obra do autor austríaco Peter Handke escrita na década de 1970 propõe uma situação conflituosa entre actores e espectadores, em que o espaço cénico é o principal personagem. O tempo real do espectador e tempo ficcional. O que é ilusão. O que não é.

Esta peça pertence ao grupo de peças a que o próprio Handke intitula de “peças faladas”, na medida em que as mesmas não pretendem dar nenhuma imagem do mundo. Estas reduzem-se às palavras e não podem dar por isso nenhuma imagem, nem sequer uma imagem contida nas palavras porque toda a imagem forjada pelo autor não seria uma expressão natural; ela seria exterior.  Esta peça constitui um exercício vocal como se se tratasse de um concerto polifónico. Num outro plano, a peça é uma provocação sistemática e inteligente para com o espectador, negando-lhe o direito da sua cómoda maneira de assistir ao espetáculo teatral e ao seu habitual hábito de percepção. É um texto escrito com base no ritmo, a partir de todos os clichés , negativos e positivos, que se podem formular entre as relações público – teatro.


A apresentação será o resultado de um breve seminário de criação em Ovar.
AUDIÇÃO
"Insulto ao Público"de Peter Handke - Leitura Orientada

7 de Dezembro - 19h
Café Progresso 1949, Ovar


Com o objectivo de encontrar 1 a 2 actores para integrar a leitura orientada a partir da obra Insulto ao Público, de Peter Handke, o La Fin Terrible em co-produção com A Turma, vão realizar uma audição dia 7 de Dezembro, pelas 19h, no Salão de Chádo Café Progresso 1949, em Ovar. 
Dá-se prioridade a actores, estudantes de teatro ou pessoas com experiência teatral relevante, sejam eles de Ovar ou não, embora todos possam participar.
Devem, para isso, enviar um email para lafinterrible@gmail.com, até dia 6 de Dezembro, com uma pequena nota da sua experiência. Mais informações, no mesmo endereço de email.
Os ensaios desta leitura orientada decorrerão de 11 a 14 de Dezembro, entre as 19h e as 24h, no Café Progresso 1949, com apresentação a 15 de Dezembro, pelas 22h, no mesmo espaço, pelo que as pessoas devem ter total disponibilidade nestes horários.

22 novembro 2012

GASPAR
a partir de Kaspar de Peter Handke
encenação de Tiago Correia


Fotografias de Francisco Lobo
GASPAR
a partir de Kaspar de Peter Handke
encenação de Tiago Correia
Fotografia de Francisco Lobo


16 novembro 2012

um postal, por Inês Gomes Ferreira




GASPAR
A partir de "Kaspar" de Peter Handke
Encenação de Tiago Correia

Fotografia de Francisco Lobo

“É preciso que o homem se sinta primeiro limitado nas suas possibilidades, nos seus planos e sentimentos pela acção dos preconceitos, das tradições, de dificuldades e constrangimentos, como um louco num colete de forças, para que aquilo que ele consegue realizar tenha algum valor, maturidade e solidez... De facto, é difícil avaliar o alcance desta ideia!”
Robert Musil, in O Homem Sem Qualidades

30 outubro 2012


GASPAR
A partir de "Kaspar" de Peter Handke
Encenação de Tiago Correia

30 de Novembro (estreia)
1 de Dezembro

CAAA - Guimarães

Produção - A TURMA
Co-Produção - Guimarães 2012
Colaboração - Teatro Oficina

Espectáculo integrado no ciclo "Novos Encenadores" / Capital Europeia da Cultura - Guimarães 2012 

Teaser 1
Realização / Fotografia - Francisco Lobo e Juliana Constantino
Interpretação - Diana Sá e Emílio Gomes
Música Original - Nelson Silva
Pós-Produção Audio - Pedro Ferraz
Décor - Ana Gormicho
Figurinos e Caracterização - Anita Gonçalves
Design Gráfico - Inês Gomes Ferreira

16 outubro 2012

GASPAR
de Peter Handke

(Estreia a 30 de Novembro no CAAA - Guimarães)




“Uma obra política através de linguagem”
"Gaspar" começa por ser a história de alguém que foi abandonado e cresceu no mundo natural. Entre feras e floresta esse alguém, sem nome e de identidade dividida, luta pela sobrevivência, grunhe, caminha a quatro patas, imita o que o rodeia. Os seus gestos e comportamento dão-no como integrado no espaço onde se move. "Gaspar" é aos olhos da civilização um selvagem a quem se oferece a oportunidade de poder ser normalizado. O que significará para o protagonista ser alvo de uma aprendizagem que está sempre a colidir com aquilo que ele é? 
Em que medida o ato de amestração pelo discurso, que fragmenta e ofende, poderá iludir a  relação entre mestre e ignorante? (Rancière) Como distinguir entre uma inteligência que sabe em que consiste a ignorância e que pretende violentá-la como exercício de poder e a ignorância de quem desconhece o que significa ser inteligente ou ignorante? "Gaspar" é obra política através de linguagem. O protagonista desta peça é convidado a  embrutecer, a esquecer aquilo que foi a sua aprendizagem natural, para em vez disso se tornar  capaz de soletrar signos, pôr à prova as palavras que diz, deixando que captemos que dizer, ver e fazer estruturam a relação entre quem domina e quem se sujeita. Alcançará Gaspar a capacidade de nos mostrar que observar, escutar, falar e agir integram um mesmo processo? 
Anabela Mendes

31 julho 2012


GASPAR
de Peter Handke


Estreia a 30 de Novembro de 2012
(CAAA - Guimarães)

(Fotografia de Francisco Lobo)

Sinopse
“Gaspar” é a história de um Homem que não sabe falar – como um recém-nascido - e de como ele é criado e destruído pela forçada aquisição da palavra. “A peça também se poderia chamar tortura verbal”, diz Peter Handke, inspirando-se no caso real do menino selvagem Kaspar Hauser para nos apresentar a sua visão da relação do Homem com a linguagem: uma relação de tortura, dor e coerção. Instrutores, em representação de um discurso – o nosso - criam Gaspar à sua imagem – à nossa imagem. Vozes em relação às quais ele reage gradualmente, em permanente conflito. Gaspar é educado de forma a ser como o próprio discurso: bem-formado e ordenado.

A dramaturgia de Handke vem directamente da náusea, a doença induzida pelas palavras que escapam ao nosso controlo, o sentimento de impotência face à sua vida perversa e independente. Esta náusea é ao mesmo tempo uma consequência da estupidificante verborreia e o início da sua cura.

“Quem é agora Gaspar? Gaspar, agora quem é Gaspar? O que é Gaspar agora? Gaspar, o que é agora Gaspar?”


Encenação e Dramaturgia - Tiago Correia
Movimento - José Olivares
Tradução - Anabela Mendes
Interpretação - António Parra, Diana Sá, Emílio Gomes e Sara Pereira

Cenografia - Ana Gormicho
Figurinos - Anita Gonçalves
Desenho de Luz - Francisco Tavares Teles
Música Original - Nelson Silva
Vídeo - Francisco Lobo (com o apoio de Juliana Constantino)
Design Gráfico - Inês Gomes Ferreira
Produção Executiva - Maria Pires
(com o apoio, em pré-produção, de Margarida Carronda, Inês Nogueira e Catarina Mesquita)

Produção - A TURMA
Co-Produção - Guimarães 2012 CEC
Colaboração - Teatro Oficina

Espectáculo integrado no ciclo "Novos Encenadores" / Guimarães Capital Europeia da Cultura - 2012